COMER CARNE, UMA FORMA DE VIOLÊNCIA?

A situação dos animais de consumo nos convida ao vegetarianismo, ou, no mínimo, a uma reflexão sobre nossos hábitos carnívoros.

Se remontarmos, por exemplo, à época de Jesus, o sacrifício de animais era uma desculpa para os homens ingerirem carne e Jesus contestou o sacrifício de animais a cada passo. Proibiu a venda de animais para sacrifício e o consumo no templo, instituiu o batismo em lugar do sacrificio dizendo que Deus “requeria piedade, não sacrifício” e eliminou completamente o sacrifício de animais na Última Ceia (refeição vegetariana da Páscoa).

Pense um pouco: se você mata ou colabora na morte dos seres pagando a outros para que matem por você, implicitamente está apoiando uma forma de violência. Por consequência, todas as outras violências ficam mais fáceis.

Há pessoas que dizem: já que está morto, então vou comer…de qualquer forma ela passou a apoiar os que mataram e toda a estrutura que vive dessa violência. Há ainda os que acham que esses animais foram criados para isso e que, portanto, tal fato legitima a violência de sua morte, ora, tal argumento serviria para qualquer morte. Se assim o fosse, poderíamos criar seres humanos para o sacrifício e seriam mortes justificáveis.

A raiz desse pensamento é a ideia de que nós homens somos proprietários dos outros seres.

Em realidade, todos os seres estão conosco no mesmo lugar, a Terra. À medida em que o homem ganhou consciência, não cabe mais no simples papel de predador. Ele se encaminha para ser algo muito maior e essa é a razão da mudança de suas atitudes em evolução.

A natureza da carne

Analisemos juntos a natureza da carne – a carne é um alimento morto, em geral há muitos dias, quando chega aos balcões dos frigoríficos dos supermercados. Na maioria dos casos, são acrescentados conservantes (um eufemismo para os produtos químicos que matam os micro-organismos que, do contrário, desenvolver-se-iam na superfície da carne morta) e corantes (para disfarçar a cor marrom que a carne assume quando começa a se deteriorar).

Além disso, a energia vital abandona o organismo no momento da morte, deixando para trás apenas substâncias químicas inertes.

A Ciência médica ocidental sabe há muito tempo que comer carne provoca um aumento drástico de substâncias químicas tóxicas na corrente sanguínea humana. Pacientes com graves distúrbios renais rotineiramente são postos sob dieta isenta de carnes. (Os rins são mecanismos purificadores do sangue que filtram os venenos nele presentes.)

A ansiedade e a carne

Ao deixar as granjas e fazendas, as vacas, ovelhas e porcos são transportados até o matadouro para serem abatidos. O animal é subitamente arrancado do ambiente familiar onde passou toda a sua vida, empurrado para compartimentos escuros e superlotados, onde terá de permanecer por horas a fio, é exposto a vibrações irritantes, súbitas partidas e paradas, mudanças radicais de temperatura e sons perturbadores. Então, chegando ao destino, homens armados com agulhões elétricos descarregam o animal e o levam através de um atordoante labirinto de rampas, escorregadores e banhos químicos. Finalmente, o animal chega ao matadouro propriamente dito, que está impregnado do cheiro de sangue e do grito de centenas de animais aterrorizados.

Quando o gado chega à “central de empacotamento”, nome dado pela indústria aos matadouros, visando retirar a imagem de um local de matança, os animais são colocados numa área de espera, onde ficam por algumas horas sendo enfileirados para a entrada no prédio do abate. Nesse momento, pode-se ouvir o nervosismo dos animais que ficam mugindo freneticamente, pois já antecipam o que lhes acontecerá. Um funcionário começa a conduzi-los através de uma porta de aço com o auxílio de uma vara de eletrochoque. Ao entrar no matadouro, o animal pode cheirar, ver o sangue e os pedaços em diversos estágios de corte dos animais que o antecederam. Há verdadeiro pânico e ele tenta fugir dando saltos, o que é inútil, pois está totalmente cercado por chapas de aço.

A inconsciência pré-abate é feita com pistola pneumática que dispara uma vareta metálica no crânio do animal, perfurando-o dolorosamente até o cérebro e desacordando-o para o passo seguinte. Esse disparo, devido à agitação do animal, nem sempre é certeiro e, frequentemente, atinge o olho ou resvala na cabeça do animal, gerando ainda mais sofrimento. Em matadouros de pequeno porte, o método usado é através de um martelo específico que golpeia a cabeça do animal,quebrando seu crânio (essa técnica é também usada em vitelas, pois os ossos do crânio dos filhotes são mais macios). Nem sempre o martelo acerta com precisão a região que causa a inconsciência, podendo rasgar os olhos ou o nariz. Após esse momento, o animal é dependurado pela pata traseira, em uma corrente, ficando de cabeça para baixo. Como o animal adulto é pesado, há a ruptura dos tendões da coxa e ele tem a carne rasgada pelo próprio peso. Nos casos de abate ritual, os matadouros de grande porte – onde a velocidade de produção não permite uma verificação da inconsciência do animal – muitas vítimas recobram a consciência e gritam de dor nesse momento, quando feita uma abertura para esfola do couro. Feita a degola, o animal é baixado e começa o processo da esfola total e parte dos cortes de tetas, patas e línguas. Alguns animais ainda estão vivos nesse momento e há relatos da repugnância sentida em presenciar esse processo com o animal piscando os olhos.

Finalmente, o animal é arrastado em esteira onde ocorre o corte por serra elétrica em duas metades, na direção da coluna vertebral. A carcaça é então levada para a câmara de resfriamento e, posteriormente, para a seção de cortes em pedaços como os vistos em mercados e açougues. Investigadores e fiscais de matadouros relatam barbaridades realizadas nos animais pelos funcionários, que enfiam cabos de vassouras nos ânus dos animais ou furam propositalmente os olhos dos mais rebeldes…

Os estados fisiológicos

Os animais têm emoções, como pode verificar qualquer dono de um bichinho de estimação e experimentam o estado de medo e pânico produzido durante o processo de transporte e abate. Quais são os estados fisiológicos que acompanham essas emoções?

Em termos fisiológicos, o aparecimento de um forte estímulo de medo aciona uma complexa cadeia de eventos que começa no cérebro e acaba atingindo todas as células e fibras do organismo. As substâncias químicas que produzem essas reações no animal produzem as mesmas reações no ser humano.

O consumo regular da carne desses animais aumenta a presença dessas mesmas substâncias químicas no organismo humano, no qual produzem exatamente os mesmos resultados, embora em escala reduzida. O corpo da pessoa que come carne está sempre num estado de hiperexcitabilidade doentia, o que cria tensão e ansiedade crônicas e sentimentos de insegurança e confusão.

Com as substâncias químicas da excitação já presentes em excesso no organismo, a excitação natural é mascarada. A pessoa deixa de ser capaz de responder naturalmente às diferentes situações. O excesso de energia presente no organismo exige liberação – seja por meio do sexo, das drogas ou da violência sublimada da televisão, cinema ou imprensa. A pessoa simplesmente se torna perplexa, confusa e fora de contato com os verdadeiros sentimentos e impulsos interiores. A sutil e constante sensação de medo gerada pelas substâncias químicas cria o medo do “eu”, a repressão psicológica.

Em nenhuma outra época a carne esteve tão fartamente disponível. Com a crescente abundância trazida pela era da eletricidade e da refrigeração, surgiu um aumento correspondente de distúrbios cardíacos, câncer, morte prematura causada por uma infinidade de outras doenças. E também se deve notar que, antes da refrigeração, geralmente os animais cresciam no próprio local de abate e sua carne era consumida ainda fresca, exceto nas grandes áreas urbanas.

Na época em que os animais eram mortos na fazenda de criação, o nível de substâncias químicas relacionadas ao medo era bastante reduzido, porque não havia esse prolongado transtorno no seu modo de vida antes da morte.

FONTES: Revista Planeta – março de 2001, por Harish Johari

Jornal Vida Integral – julho de 2000

VeganBrasil homepage editada por ricardoneves@geocities.com

“Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos”

Paul e Linda Mac Cartney

GRANDES MUDANÇAS E DESAFIOS À FRENTE DA HUMANIDADE

Postado por Thoth3126 em 25/06/2016

O início da grande mudança do mundo atual já começou:
O ataque dos Anglo-Saxões contra a Rússia toma a forma de uma guerra financeira e econômica. Entretanto, Moscou prepara-se para as hostilidades armadas desenvolvendo a auto-suficiência da sua agricultura e multiplicando as suas alianças para o enfrentamento com a OTAN.
Para Thierry Meyssan, após a criação do califado do Levante-EI-Estado Islâmico, no norte do Iraque, Washington deverá jogar uma nova cartada em 2015.
“DESPERTA, TU QUE DORMES, e levanta-te dentre os MORTOS (INCONSCIENTES), e CRISTO te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como NÉSCIOS, mas como SÁBIOS”   Efésios 5:14,15

Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch
A ESTRATÉGIA RUSSA FACE AO IMPERIALISMO ANGLO-SAXÔNICO (América do Norte, Reino Unido, ISRAEL e Europa)
Thierry Meyssan – Rede Voltaire | Damasco (Síria)
Fonte: http://www.voltairenet.org
A capacidade da Rússia em preservar a sua estabilidade política interna determinará, então, a sequência dos novos acontecimentos que se precipitarão inevitavelmente. A ofensiva conduzida pelos Anglos-Saxões (Estados Unidos, Reino Unido, Europa e Israel) para dominar o mundo prossegue sobre dois eixos simultâneos: quer, por um lado, a criação do «Oriente Médio Expandido» (Greater Middle East), atacando simultaneamente o Iraque, a Síria, o Líbano e a Palestina, como, por outro, o afastamento da Rússia da União Europeia, através da crise que eles montaram na Ucrânia, bem no coração da Europa do Leste.
Nesta corrida acelerada, parece que Washington quer impôr o dólar como moeda única no mercado de energia, no fornecimento de gás, a fonte de energia do século XXI, do mesmo modo que a impuseram sobre o mercado do petróleo [1].

A mídia ocidental (controlada pela elite anglo-saxônica) quase que não dão importância a guerra em Donbass, na Ucrânia e à sua população ignora a amplitude dos combates, a presença dos militares dos EUA, o número das vítimas civis, a leva dos refugiados. Os média ocidentais focam pelo contrário, com detalhe, os acontecimentos no deserto do Magreb (Líbia) e no Levante (Iraque), mas apresentando-os seja como resultantes de uma pretensa «primavera árabe» (quer dizer, na prática, de uma tomada de poder pelos Irmãos muçulmanos), seja como o efeito destrutivo de uma civilização violenta em si mesma. Mais do que nunca, seria necessário vir em socorro de árabes incapazes de viver, pacificamente, na ausência dos colonizadores ocidentais (EUA-OTAN).
A Rússia é atualmente a principal potência capaz de conduzir a Resistência ao imperialismo anglo-saxônico. Ela dispõe de três ferramentas: os BRICS, uma aliança de rivais econômicos que sabem não poder crescer senão cooperando uns com outros, a Organização de Cooperação de Xangai, uma aliança estratégica com a China para estabilizar a Ásia Central, e por fim a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC-ndT), uma aliança militar dos antigos Estados soviéticos.
Na Reunião de Cúpula realizada em Fortaleza (Brasil), que se desenrolou em julho do ano passado, os países integrantes dos BRICS deram um passo em frente anunciando a criação de um Fundo de reserva monetária (principalmente em moeda chinesa) e de um Banco de Investimentos exclusivo dos BRICS, como alternativas ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco mundial, portanto ao sistema controlado pelos anglo-saxões através do dólar norte americano[2].
Antes mesmo deste anúncio, já os Anglo-Saxões haviam posto em ação a sua resposta: a transformação e elevação de status da rede terrorista Al-Qaeda num califado, afim de preparar e precipitar os conflitos entre todas as populações muçulmanas internas da Rússia e da China [3]. Eles prosseguiram a sua ofensiva na Síria e transbordaram-na quer para o Iraque, quer depois para o Líbano. Falharam, por outro lado, no expulsar de uma parte dos Palestinos para o Egito e na desestabilização mais profundamente ainda da região. Por fim, eles mantiveram-se afastados do IRÃ, para dar ao presidente Hassan Rohani a chance de enfraquecer a corrente anti-imperialista dos khomeinistas.
Dois dias após o anúncio dos BRICS, na cúpula realizada no Brasil, os Estados Unidos acusaram a Rússia de ter destruído o vôo MH17 da Malaysia Airlines quando sobrevoava a região de Donbass (não antes do avião ter sido desviado cerca de 200 km de sua rota ORIGINAL, quando entrou no espaço aéreo ucraniano), matando 298 pessoas. Sobre esta base, puramente arbitrária, impuseram aos países europeus a entrada em guerra de sanções econômicas contra a Rússia. Assumindo-se como um tribunal o Conselho da União europeia julgou e condenou a Rússia, sem a menor prova e sem lhe dar a oportunidade de se defender. O conselho europeu promulgou «sanções» contra o sistema financeiro da Rússia.

Consciente de que os atuais dirigentes europeus não trabalham pelos interesses dos seus povos, mas sim pelos interesses da elite dos Anglo-Saxões, a Rússia mordeu o seu freio e controlou-se, até à presente data, de entrar em guerra na Ucrânia. Ela apoia com armas e com informação os insurgentes do leste, e acolhe mais de 500 mil refugiados, mas, abstêm-se de enviar tropas e de entrar na engrenagem da guerra, percebendo a armadilha criada pela elite anglo-saxônica. É provável que a Rússia não intervenha abertamente antes que a grande maioria dos ucranianos se revolte contra o presidente Petro Porochenko, mesmo que isso signifique não entrar no país senão após a queda da República popular de Donetsk.
Face à guerra econômica da Europa, Moscou escolheu responder por medidas similares, mas envolvendo a agricultura, energia e não as finanças. Dois motivos guiaram esta escolha: primeiro, a curto prazo, os outros países membros dos BRICS podem mitigar as consequências das pretensas «sanções» dos países europeus; por outro lado, a médio e longo prazo, a Rússia prepara-se para a guerra e entende  que deve reconstituir e recuperar  completamente a sua agricultura, para poder viver em auto-suficiência, assim como suas forças armadas.
Por outro lado, os Anglo-Saxões previram e pretendem paralisar a Rússia pelo seu interior. Primeiro ativando para tal objetivo, via criação do Califado Islâmico (EI), grupos terroristas no seio da sua população muçulmana dentro da Rússia, depois organizando também uma contestação jornalistica nos meios de comunicação quando das eleições municipais internas de 14 de setembro.
Consideráveis somas de dinheiro foram fornecidas a todos os candidatos da oposição na Rússia, em cerca de trinta grandes cidades envolvidas, enquanto pelo menos cerca de 50.000 agitadores ucranianos e ocidentais disfarçados, misturados com os refugiados, estão em vias de se reagrupar em São Petersburgo. A maior parte dentre eles têm a dupla nacionalidade russa.

Trata-se, com toda a evidência, de reproduzir nas províncias do interior russo as manifestações que em Moscou se seguiram logo após as eleições de dezembro de 2011 — usando a violência sobretudo —; e de mergulhar o país num processo de revolução colorida ao qual uma parte dos funcionários e da classe dirigente seja favorável.
Para a consecução deste objetivo de revolucionar e convulsionar internamente a Rússia (a velha tática de Dividir para controlar) Washington nomeou um novo embaixador na Rússia, John Tefft, que já preparara a «revolução das rosas» na Geórgia e o golpe de Estado na Ucrânia. Será importante para o presidente Vladimir Putin poder confiar no seu Primeiro-Ministro, Dmitri Medvedev, que Washington esperava recrutar para ajudar a derrubar o governo atual da Rússia.
Considerando a iminência do perigo, Moscou teria conseguido convencer Pequim a aceitar a adesão da Índia contra a do IRÃ (mais as adesões, também, do Paquistão e da Mongólia) à Organização de Cooperação de Xangai (OCS em inglês). A decisão deveria ser tornada pública quando da Reunião de Cúpula prevista para Duchambe (no Tadjiquistão) entre 12 e 13 de setembro. Ela deveria pôr um fim ao conflito que opõe, desde há séculos, a Índia e a China, e envolvê-los numa cooperação militar.
Esta reviravolta, se confirmada, terminaria igualmente com a lua de mel entre Nova Delhi e Washington, que esperava afastar a Índia da Rússia dando-lhe acesso, para tal, nomeadamente a tecnologias nucleares. A adesão de Nova Delhi é também uma aposta acerca da sinceridade do seu novo Primeiro-ministro, Narendra Modi, quando pesa sobre ele a suspeita de ter encorajado violências anti-muçulmanas, em 2002, em Gujarate, do qual era ministro-chefe local.

Por outro lado a adesão do IRÃ, que constitui um desafio para Washington, deverá trazer a OCS um conhecimento preciso dos movimentos jihadistas e das maneiras de combatê-los. Mais uma vez, se confirmada, tal fato reduziria a disposição iraniana para negociar uma trégua com o «Grande Satã», o que a levou a eleger o Xeque Hassan Rohani para a presidência.
Isto seria uma aposta quanto à autoridade do líder supremo da Revolução Islâmica, o aiatola Ali Khamenei.De fato, estas adesões marcariam o início da mudança do mundo do Ocidente para o Oriente [4]. Ainda assim, esta evolução deverá ser protegida militarmente. É o papel da Organização do Tratado de Segurança Coletiva(OTSC), formado em volta da Rússia, mas do qual a China não faz parte. Ao contrário da Otan, esta organização é uma aliança clássica, compatível com a Carta das Nações Unidas, uma vez que cada membro conserva a opção de sair dela, se o desejar.
É, pois, apoiando-se nessa liberdade que Washington tem tentado, no decurso dos últimos meses, comprar alguns membros, nomeadamente a Armênia. No entanto, a situação caótica na Ucrânia parece ter arrefecido aqueles que nela sonhavam com uma «proteção» norte-americana. A tensão deverá pois subir muito nos próximos meses. Thierry Meyssan

[1] « Qu’ont en commun les guerres en Ukraine, à Gaza, en Syrie et en Libye ? »(Fr-«Que teêm em comum as guerras na Ucrânia, Gaza, Síria e na Líbia?»- ndT) , por Alfredo Jalife-Rahme, Traduction Arnaud Bréart, La Jornada (México), Réseau Voltaire, 7 août 2014.
[2] “Cúpula do Brics: Sementes de uma nova arquitetura financiera”, Ariel Noyola Rodríguez, Rede Voltaire, 3 de Julho de 2014. “Sixth BRICS Summit : Fortaleza Declaration and Action Plan” (Ing-«Sexta Cimeira do BRICS: Declaração de Fortaleza e Plano de Acção»), Voltaire Network, 16 July 2014.
[3] «Un djihad mondial contre les BRICS ?» (Fr-«Uma jihade mundial contra os BRICS?»), por Alfredo Jalife-Rahme, Traduction Arnaud Bréart, La Jornada (México), Réseau Voltaire, 18 juillet 2014.
[4]“Russia and China in the Balance of the Middle East : Syria and other countries” (Ing-« Rússia e China no Balanço do Oriente Médio: Síria e outros países»), por Imad Fawzi Shueibi, Voltaire Network, 27 Janeiro de 2012.

Permitida a reprodução desde que mantida formatação original e mencione as fontes.

http://www.thoth3126.com.br

A ARTE DE BEBER URINA

Shivambu Kalpavidhi é uma parte de um tratado de Tantra conhecido como Damar Tantra. Nesse tratado Shiva (aqui falamos da pessoa que existiu e a quem se atribui a criação do Yoga) ensina a Parvati, sua companheira, a arte de beber a sua própria urina. Shivambu significa “água de Shiva” e Kalpavidhi a “arte perfeita”. Esta técnica ancestral é também conhecida como amaroli. Amara significa imortal, amaroli é a prática que conduz à imortalidade.

Claro que o assunto é um pouco tabu devido ao facto de a urina ser considerada impura, um excremento do nosso organismo. Começo por esclarecer este ponto, a urina é uma ultra-filtragem do sangue. A urina é uma substância viva. Este líquido está cheio de vida e contém importante energia vital.

A urina é composta por água (95%), ureia (2,5%) e o restante 2,5 % é uma combinação de minerais, sal, hormonas e enzimas. Só a ureia pode ser venenosa quando está presente no sangue em quantidades muito elevadas, o que não acontece só pelo facto de beber urina. Esta ureia tem também grandes poderes de purificação e é muito utilizada nos cosméticos.

Antes de nascer o feto encontra-se envolvido em líquido amniótico que é composto principalmente pela sua própria urina. Ele bebe esse líquido e depois urina-o. Respira-o e ao fazê-lo os pulmões crescem e desenvolvem-se. É essa urina que vai proporcionar um crescimento saudável em todos os aspectos.

Surge aquele comentário: “Mas se a urina sai do corpo é porque é tóxica, é porque está a mais!” A explicação pode-se dar com exemplos na natureza e em nós próprios. As folhas que caem das árvores por exemplo. Começam a decompor-se e os restos vão introduzindo-se lentamente no solo. Na estação seguinte a árvore se alimentará dessas mesmas substâncias. Também o suor que sai do nosso corpo em grande parte é reabsorvido pela pele.

Acreditamos que muitas substâncias que saem do nosso corpo são impuras, esquecendo que minutos antes faziam parte integrante dele. Muitas substâncias, como as vitaminas e enzimas, depois de realizarem as suas tarefas no corpo, saem deste sem se terem alterado. Portanto, podem tomar-se e voltar a tomar para que realizem o mesmo trabalho.

A função mais importante dos rins é a de equilibrar todos os elementos do sangue. Eliminam todas as substâncias vitais supérfluas que existem nele e filtram o excedente de água. Essa água e essas substâncias vitais formam a urina. O fígado desintoxica o sangue e segrega os produtos de dejecto para o trato intestinal.

A urina contém em si toda a informação do organismo. É uma óptima prática de auto-suficiência, de dependência de si mesmo. Ao beber urina o que faço é ingerir-me a mim mesmo.

A urina de cada um de nós contém substâncias pessoais e características próprias, proporcionando-nos a informação particular que o corpo necessita para realizar os processos curativos com grande eficácia. Tudo aquilo que necessitamos de saber está dentro de nós.

Substâncias individuais que se encontram na urina*

Substâncias inorgânicas: Bicarbonato, cloruro, fósforo, sulfuro, bromuro, fluoruro, ioduro, rodanina, kalio, natrio, cálcio, magnésio, ferro, cobre, zinco, cobalto, selénio, arsénio, plomo, mercúrio.

Substâncias que contêm nitrogénio: Nitrogénio (como totalidade), ureia, creatina, creatinina, guanidina, colina, carnitina, piperidina, espemidina, dopamina, adrenalina, noradrenalina, serotonina, triptamina, ácido aminolevulínico, porfirina, bilirrubina e outros.

Aminoácidos: Alanina, carnosina, glicina, histidina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, serina, tirosina, valina, hidroxiprolina, galactosilhidroxilina, xilosilserina e outros.

Proteínas: Albumina, haptoglobina, transferrina, IgG, IgA, IgM e outras.

Enzimas: Lactato deshidrogenasa, gamma-glutamiltransferasa, alfa-amilasa, uropepsinógeno, lisozima, beta-N-acetilglucosaminidasa, uroquinasa, proteasas e otras.

Carbohidratos: Arabinose, xilose, ribose, fucose, ramnose, quetopentose, glucose, galactose, manose, frutose, lactose, sacarose, fucosilglucose, rafinose e outros.

Substâncias livres de nitrogénio: Grande quantidade de ácidos orgânicos.

Vitaminas: Tiamina (vitamina B1), riboflavina (vitamina B2), vitamina B6, ácido 4-piridóxico, ácido nicotínico, vitamina B12, biopterina, ácido ascórbico e outras.

Hormonas: Gonadotropina, corticotropina, prolactina, hormonas lactogénicas, oxitocina, vasopresina, tiroxina, catecolaminas (adrenalina, noradrenalina, dopamina), insulina, eritropoietina, corticosteroides (aldosterona, corticosterona, cortisona), testosterona, progesterona, estrogéneos e outras.

*Dados retirados do livro “Guia completa de urinoterapia” de Coen van der Kroon. O livro que tenho está em espanhol, por isso as minhas desculpas pela eventual mal tradução de alguns nomes técnicos das substâncias atrás referidas.

O dano feito à humanidade com as modernas e potentes medicinas como as vacinas, a radiação e as cirurgias desnecessárias é, quiçá, muito maior que o dano resultante da bomba atómica. A urina é gratuita e está sempre à nossa disposição. Actua sobre as causas de um determinado desequilíbrio no organismo e não sobre os sintomas (que é o que faz a medicina convencional).

O choque que o feito de beber urina inicialmente produz na pessoa, pode colocar em questão ideias preconcebidas e como consequência liberar energias reprimidas.

A urina matinal tem um efeito bastante tranquilizante que se pode atribuir, segundo os científicos, a uma hormona chamada melatonina. Assim uma das principais razões, senão mesmo a principal, para os praticantes de Yoga fazerem esta prática é para ajudar em suas meditações. Podemos encontrar referências a esta prática em textos tão antigos e importantes como: o Hatha Yoga Pradipika, Bíblia, Rig Veda, entre outros.

Verso 9 (Śivambu Kalpa Vidhi)

“Śivambu é um néctar divino! É capaz de abolir a velhice e diversos tipos de doenças. O seguidor ingerirá primeiro a sua urina e depois iniciará a sua meditação.”

A melhor hora para beber a sua urina é pela manhã, ao acordar. É também interessante beber antes de dormir. Durante a noite o corpo relaxa e recupera completamente, assim produz-se um nível superior de descarga hormonal. A urina da manhã está mais carregada de substâncias vitais. Claro que podemos beber toda a urina que produzimos durante o dia. Para beber somente se deve utilizar urina fresca (acabada de colher), mas para aplicações externas deve-se utilizar urina de alguns dias, pelo menos quatro.

Recomenda-se aos praticantes do amaroli que não tomem medicamentos convencionais, que evitem a ingestão de álcool, tabaco, drogas e mesmo carnes. Podem interferir no processo, principalmente as medicinas químicas. Uma alimentação à base de alimentos vegetarianos e crus melhora substancialmente os efeitos curativos da própria urina e também o seu sabor e odor, que muitas vezes é forte. Não quer dizer que o consumo de certos produtos mais tóxicos impeça o uso do amaroli: só significa que porventura será menos eficaz.

É normal, depois de ter ingerido urina durante algum tempo (e esse tempo é absolutamente variável de acordo com cada individuo), que o corpo comece a desintoxicar-se. Daí podem surgir muitos sintomas, desde dores de cabeça a febre, dores no corpo, vómitos, etc. etc. Variam também de pessoa para pessoa e pode até dar-se o caso de não se sentir nada, ou somente passados anos. Em todo o caso é importante não auto-sugestionar-nos nem tão pouco ter medo. Esse processo de desintoxicação é fundamental para percebermos como estamos por dentro, é um óptimo momento para nos observarmos.

Com a ingestão da urina muita coisa pode acontecer: limpeza do corpo, leveza, cura de uma quantidade enorme de doenças (mesmo aquelas mais graves que estão a passar pela nossa cabeça neste momento), tranquilidade, harmonia, auto-superação, respeito pelo corpo, flexibilidade, paz, recuperação dos ritmos biológicos, aumento da intuição, etc.

Bom, ficam aqui algumas ideias sobre uma prática milenar mas que ainda é muito desconhecida para a maioria das pessoas. No entanto é utilizada por milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente em países onde a medicina natural é a escolhida. No meu caso pessoal é uma prática que venho fazendo nos últimos 6 anos e os resultados têm sido muito interessantes. Mais do que uma terapia eu considero o amaroli uma excelente prática de simbiose com os nossos corpos, uma forma de auto-conhecimento, de urinologia. Fica aqui o convite para experimentar ou pelo menos para conhecer mais uma técnica ancestral do Yoga.
Posted by Bruno Teixeira at No comments:
FONTE: http://shivambukalpavidhi.blogspot.com.br/

DESVANTAGENS DA ODONTOLOGIA CONVENCIONAL

Introdução & visão global

 

 

Mais seriamente, alega-se (até mesmo por vários dentistas “alternativos” como aqueles que [louvavelmente] praticam odontologia livre de mercúrio) que as práticas dentárias convencionais mais tóxicas estão cheias de perigos à saúde (i.e. não têm consideração para com os efeitos sistêmicos prejudiciais de tratamentos dentários como obturações com amálgama etratamentos de canal]), inclusive interferindo com a capacidade de auto-cura inerente a todo o seu corpo, até mesmo a seus dentes, gengivas e boca.

Os muitos dentistas convencionais que tive o (bastante triste) prazer de conhecer não acreditavam nem tinham ao menos interesse em me ajudar a melhorar meus dentes, i.e. capacitar-me a cuidar de minha saúde dental. Seu único interesse era de perfurar, obturar e cobrar. Somos gratos pelo fato de que há umas poucas raras e notáveis exceções à regra (embora não tenha eu pessoalmente encontrado nenhum deles) alguns dos quais são citados aqui [em inglês]. Quase sempre, esses dentistas “renegados” põem em perigo seu ganha-pão e carreira ao falarem abertamente e defenderem o que sabiam era o correto a fazer (também compare Sobre a odontologia livre de mercúrio e toxinas).

Após anos de experiências pouco positivas, decidi pessoalmente evitar dentistas já que não desejo carregar materiais estranhos em minha boca (sejam eles obturações, coroas, incrustações…) com seus possíveis ou provados riscos à saúde como amálgama com mercúrio e outros metais danosos e/ou substâncias químicas tóxicas lixiviando para o interior do corpo, contaminação radioativa, etc. Até mesmo o “simples” fato de se perfurar com broca um dente constitui realmente um trauma grave ao dente, assim atacado (sem mencionar para todo o indivíduo, se não houver o benefício da anestesia local), comparável a uma operação realizada em outra parte do corpo físico.

Duas citações de relatórios de leitores do sítio Amazon refletem experiências semelhantes:

As faculdades de odontologia e a American Dental Association [Associação Odontológica Americana] não têm os seus melhores interesses em sua essência. Eles têm causado doença, sofrimento e morte ao recusarem reconhecer o dano das práticas dentárias convencionais. Infelizmente, temos portanto de nos educar. Recomendo começar com Root Canal Cover-Up [Ocultação sobre o Tratamento de Canal] e o excelente livro de Robert Kulacz, The Roots of Disease [As Raízes da Doença]. Sua pesquisa poderá lhe levar ao cinismo e até ao ódio quando descobrir o que nossos dentistas têm feito conosco durante todos esses anos – e o quanto custará para DES-fazer seu dano — mas comova-se ao saber que ao menos o dano PODE ser desfeito.1

Sugeriria … a leitura sobre a política por trás da criação da Associações de Dentistas, para eliminar quaisquer responsabilidades que os dentistas tinham em proteger o corpo humano versus proteção de dentes mortos. A maioria dos dentistas são pagos para serem salvadores de dentes e de modo um pouco inocente terminam sendo assassinos do corpo. Não sabem o que estão fazendo.”1

Lista resumida das desvantagens da odontologia convencional

  • A odontologia convencional é uma abordagem sintomática amplamente baseada em procedimentos e técnicas cirúrgicas, ao invés de uma abordagem que tenta examinar e tratar as causas primeiras. Se as causas primordiais não forem tratadas, a doença provavelmente progredirá.

  • A odontologia convencional tanto direta (e.g. metais) e indiretamente (ao provocar infecções) introduz numerosas toxinas no corpo e assim prejudica a saúde humana (e do meio ambiente como por exemplo ao contribuir em larga escala para a carga de poluição por mercúrio na atmosfera).

  • A odontologia convencional ao realizar tratamentos de canal é acusada de ser responsável pelo desencadeamento ou contribuir para inúmeras doenças crônicas e degenerativas.

  • A odontologia convencional prejudica gravemente os dentes e gengivas (como frequentemente enfraquecendo dentes com obturações [dentista Dr. Nathan Cochrane], “imergindo-os” em toxinas como mercúrio e outros metais tóxicos, perfurando e retirando tanto estrutura dentária cariada como saudável para introduzir uma obturação, submetendo o dente a trauma mecânico e químico, criando fraturas microscópicas com a perfuração com broca de alta rotação e frequentemente matando dentes no longo prazo como o faz com coroas (dentista Dr Graeme Munro-Hall), reduzindo dentes saudáveis a meros tocos para colocar uma ponte, ou por meio de quaisquer dos fatores mencionados acima e também outros). Isso sem mesmo mencionar o impacto dos raios-X e sua contribuição ao câncer de tireóide e outros.4

  • O diagnóstico dentário parece ser uma questão de acertar ou perder o alvo, levando à “sistemática edentulação dos pacientes”.5

Sobre a odontologia livre de mercúrio e toxinas2

Há um bom número de dentistas ativos e organizações a trabalhar para eliminar toxinas e procedimentos danosos da odontologia.

Alguns deles são admiráveis “heróis” prontos a arriscar (e em verdade perdendo ou tendo perdido, ao menos temporariamente) sua licença para praticar a odontologia, em razão de suas convicções. O repetidamente citado Dr. Nara [veja em inglês Quotes by proponents of Natural Hygiene and dental self-healing, renegade dentists, researchers and authors] é um deles, outro menos conhecido é o Dr. Larry J. Hanus, um franco advogado da odontologia sem mercúrio que teve sua licença suspensa pelo Iowa dental board [Conselho Odontológico de Iowa]3 por um gritante período de 13 anos. Seu crime foi alertar pacientes de que as obturações “prateadas” consistem em sua maior parte de mercúrio neuro-tóxico. Outro caso se refere a um dentista que relatou sua observação de um elo entre tendências suicidas e dentes que sofreram tratamento de canal.

Não mais dentistas?

Ao concluir essa introdução pessoal, uma citação do dentista renegado Dr. Nara:

SAlgum dia, esperemos que logo, a profissão odontológica estará extinta … ocorrerá quando o público aprender sobre a causa e cura de cáries e problemas gengivais. Ninguém que jamais conheci em mais de 30 anos não gostaria de solucionar seus próprios problemas…uma vez saiba como fazê-lo”.
Robert O. Nara, D.D.S.

Por enquanto, sou muito grata de que há dentistas desejosos de realizar o perigoso trabalho de desfazer algum do dano causado por outros dentistas (como com segurança remover antigas obturações de amálgama [veja A importância de retirar, com segurança, obturações com amálgamas de mercúrio), pesquisar materiais menos tóxicos, aplicar ozônio para matar bactérias da cárie (e assim ajudar a curar cáries) e até mesmo inventar técnicas que permitam um dente se regenerar e/ou crescer de novo.

Seções análogas

Notas de pé de página por CuraDente

1 de um relato crítico de um leitor da Amazon, sobre o livro do Dr. George E. Meinig Root Canal Cover-Up [Encobrimento sobre Tratamento de Canal]. Infelizmente, desfazer a perda de um dente ou de vários deles, devido a tratamento dentário, é mais difícil de conseguir.

2 Ver em inglês Links to proponents of mercury-free dentistry [Links de proponentes de uma odontologia sem mercúrio].

3 Aplicando-se a antiga lei da mordaça da Associação Odontológica Americana (ADA) [declarada inconstitucional em 2002] que impunha o silêncio aos dentistas, com relação a dizer a verdade sobre obturações com mercúrio.

4 O assunto inteiro é examinado a fundo em Perfuração & obturação de dentes: uma escolha imprudente? Sobre riscos, danos e perigos, como também inúmeras razões para se evitar o tratamento dentário convencional invasivo.

5 Ver “Dez dentistas – dez diagnósticos”: Sobre diagnósticos equivocados ou a qualidade e reprodutibilidade das decisões dos dentistas sobre tratamentos.

FONTE: http://www.curadente.com/introducao-desvantagens-odontologia-convencional.html

BRASIL, PAÍS MAIS ATINGIDO POR RAIOS DO PLANETA

Posted by Thoth3126 on 17/06/2016

Cristo Redentor recebe potente descarga de raio.

O Brasil é um país de muita “ENERGIA”, é o campeão em incidência de queda de raios de todo o planeta

O Núcleo de Monitoramento de Descargas Elétricas acompanha tempestades com descargas elétricas e queda de raios em todo o país e emite alertas com meia hora de antecedência.

Essa informação pode evitar mortes e cortes no abastecimento de energia elétrica. Uma equipe de 30 profissionais do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) monitora 24 horas por dia as ocorrências no país.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

O Brasil é campeão em incidência de queda de raios

Nos meses do verão, a rotina no Núcleo de Monitoramento de Descargas Elétricas é acelerada – nessa época, a temporada das tempestades de raios preocupa diversos setores produtivos e causa mortes no Brasil.

Uma equipe de 30 profissionais do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) monitora 24 horas por dia as ocorrências no país. São eles que emitem os alertas sobre a chegada de uma tempestade e acompanham o paradeiro dos cerca de 50 milhões de raios de caem no Brasil todos os anos.

Nós fazemos monitoramento em tempo real, com modelos que interpretam os dados captados pelos nossos sensores espalhados pelo país”, detalha Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat, que foi criado em 1995 e faz parte do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A rede operada pelo Elat, a BrasilDAT, tem 70 sensores distribuídos pelo território nacional. “Aqui nós avaliamos as imagens enviadas por esses equipamentos, fazemos os relatórios avisando onde irão cair os raios e passamos aos nosso parceiros”, diz Diovane Rodolfo de Campos, técnico do núcleo, baseado em São José dos Campos, São Paulo.

Os parceiros do Elat são empresas, principalmente dos setores elétrico e da construção civil. Para elas, saber com antecedência por onde a tempestade de raios irá passar tem importância estratégica.

Uma distribuidora de eletricidade, por exemplo, tem a chance de desligar as partes da rede localizadas na região de ocorrência dos raios ou redistribuir a energia por linhas que evitem a área. No caso de uma empreiteira, quando a rota das descargas elétricas coincide com a localização de uma obra, a empresa dispensa os trabalhadores.

Análise de raio em 3D

Até o momento, os pesquisadores só conseguem analisar os raios em duas dimensões, como numa foto. A expectativa é que, em breve, uma ferramenta em três dimensões esteja disponível. Será como reconstruir um raio, colocá-lo dentro de uma caixa transparente e poder girar essa caixa para ver todos os detalhes, ângulos e ramificações, de onde o raio partiu e onde ele caiu.

Esse software reconstruiria o caminho exato que o raio percorreu”, explica Jeferson Alves, que trabalha no projeto como parte do seu doutorado no Inpe. O matemático utiliza três câmeras de alta velocidade que registram, de diferentes posições, um mesmo raio. Essa área de estudo ainda é nova, explorada por poucos grupos de pesquisa no mundo.

É um tipo de monitoramento importante para aumentar a proteção. O resultado vai ajudar a entender melhor quais tipos de relevo e construções influenciam a ocorrência dos raios e, assim, será possível se proteger melhor”, comenta.

Raios que matam

Nas duas primeiras semanas de 2015, pelo menos cinco pessoas morreram após serem atingidas por raios. Nos últimos dias de 2014, a morte de quatro membros de uma mesma família, vítimas de um raio no litoral paulista, repercutiu até na imprensa internacional.

Estudos do Elat apontam que a ocorrência de raios deve se intensificar nas grandes cidades. Mas a tendência é que as tragédias diminuam. “Entre 2000 e 2010, a média de mortes era de 130 por ano no Brasil. De 2010 até 2014, esse número caiu para 110 [por ano]”, comenta Osmar Pinto Junior. “Acreditamos que as pessoas estão mais cautelosas e procuram se abrigar com segurança em caso de tempestade”, acrescenta.

Além do Elat, outras redes monitoram as descargas elétricas pelo mundo. A World Wide Lightning Location Network (WWLLN) mantém uma rede mundial administrada pela Universidade de Washington, e conta com a colaboração de mais de 50 universidades.

A maior parte dos raios ocorrem em países tropicais e subtropicais e, em muitos países, os dados sobre as mortes não são precisos”, afirma Robert Holzworth, coordenador da WWLLN. “Nos Estados Unidos, de clima temperado, são de 30 a 50 óbitos por ano”, completou.

Curiosidades sobre o clima ao redor do mundo

Onde chove mais? Qual foi o furacão mais mortal? E qual a localidade mais fria do mundo? Em tempos de mudanças climáticas, elencamos uma pequena seleção de recordes.

O dia mais quente da história foi 10 de julho de 1913, no Vale da Morte, na Califórnia. Na vila de Furnace Creek, os termômetros chegaram a marcar 56,7 graus.

Já a aldeia de Oymyakon, na República da Iacútia, no leste da Sibéria, é o lugar povoado mais frio do mundo. A temperatura mais baixa registrada na aldeia russa foi de -71,2 graus, em 1926. Na estação de Wostok, na Antártica, a temperatura chegou a -89,2 graus em 1983.

A cidade de Yuma, no Arizona, é o local mais ensolarado da Terra. Lá o sol brilha quase todos os dias: uma média de 313 dias por ano. Por outro lado, o Polo Sul é o lugar com a menor quantidade de sol. A noite polar na região dura quase seis meses.

A chuva de granizo mais mortal da história aconteceu em 1986, matando 92 pessoas na cidade de Gopalganj, em Bangladesh. Algumas das pedras de gelo que caíram naquele trágico dia pesavam cerca de um quilo.

Cherrapunjee, na Índia, detém o recorde mundial de maior precipitação em 48 horas. Entre 15 e 16 de junho de 1995, a cidade registrou 2.493 milímetros de chuva. O lugar mais chuvoso do mundo é a ilha havaiana de Kauai, onde chega a chover até 350 dias por ano.

No outro extremo, os moradores de Arica, no Chile, sofreram, entre 1903 e 1918, o maior período de seca de que se tem notícia. No total foram 173 meses sem uma gota de chuva.

O furacão mais mortal da história atingiu Mianmar em maio de 2008. O furacão Nargis tirou a vida de 138 mil pessoas. Não tão devastador, mas mais poderoso, foi o tufão Haiyan, que atingiu as Filipinas em novembro de 2013, com ventos de até 310 quilômetros por hora.

Neve no Cairo? Parece estranho, mas nevou na capital egípcia em dezembro de 2013 pela primeira vez em 112 anos. No mesmo ano, a capital russa registrou outro recorde. A neve que cobriu Moscou chegou a 65 centímetros de altura.

O Lago de Maracaibo, na Venezuela, é o lugar com o maior número de relâmpagos. Lá, no ponto onde o rio Catatumbo deságua no lago, relampeja entre 18 e 60 vezes por minuto e até 3.600 por hora. Isso acontece de 140 a 160 noites por ano.

A Alemanha detém o recorde de maior número de dias com névoa. Em 1958, o topo da montanha Brocken, no estado da Saxônia-Anhalt, registrou 330 dias de neblina ao longo do ano.

http://dw.de/p/1CddS

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e a citação das fontes.

www.thoth3126.com.br

MUDANÇAS CLIMÁTICAS TRANSFORMAM O PLANETA

Posted by Thoth3126 on 15/06/2016

Mundinho pequeno: Mesmo se conseguíssemos manter o aquecimento global abaixo de 2°C, 2015 FOI o ano mais quente já registrado desde a era pré-industrial. O risco do nível do mar subir mais de um metro e submergir Amsterdã, na Holanda, persiste. Se continuarmos a emitir dióxido de carbono na velocidade atual, até 2100 a Terra terá se aquecido em 4°C – e cidades como Nova York, Rio de Janeiro, Londres, Buenos Aires estarão sob o mar.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

UM GIRO POR UM MUNDO SENDO TRANSFORMADO RAPIDAMENTE PELAS MUDANÇAS NO CLIMA

Fonte: http://www.dw.com/

Recifes de coral na Austrália est por um fio

Mergulhar na Austrália para admirar os belos recifes de coral pode ser um prazer com dias contados, pois o aquecimento global vai destruindo esses ecossistemas submarinos. As águas cada vez mais quentes causam a descoloração dos corais, e um aumento de 2°C pode dissolvê-los. O acréscimo de CO2 torna a água dos oceanos mais ácida, impedindo o crescimento normal das estruturas calcárias.

Os Alpes sem esqui

O aquecimento que acontece nas montanhas nos Alpes é “três vezes a média global”, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. O nível de neve diminui a cada ano e a vegetação conquista montanhas mais altas. Estações de esqui nas zonas inferiores estão ameaçadas de falência. Alguns resorts até cobrem a neve com material reflexivo durante os meses mais quentes, na tentativa de deter o derretimento do gelo.

Veneza – beleza submersa?

A italiana Veneza é apenas uma entre as inúmeras cidades ameaçadas de desaparecer com a subida do nível do mar. Ou de se tornar inabitável, devido a inundações e tempestades cada vez mais fortes. O mesmo medo atinge Miami, Nova York, Santo Domingo, Bangkok, Barranquilla, Hong Kong, Cidade de Ho Chi Minh, Palembang, Tóquio, Mumbai, Alexandria, Amsterdã: todas elas correm risco de submergirem nas águas dos oceanos que as banham.

A Passagem Noroeste pelo Ártico

O derretimento das geleiras está permitindo que navios cortem caminho entre a Europa e a Ásia pela historicamente intransitável Passagem Noroeste no Círculo Polar do Ártico, próximo ao Polo Norte. Em 2007, a Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou que, pela primeira vez, o trecho estava “inteiramente navegável”. Embora ainda não esteja suficientemente livre para navios de carga, os cruzeiros marítimos agora já oferecem uma rota próxima ao Polo Norte antes reservada apenas aos aventureiros e exploradores.

África: Elefantes em perigo

O aumento populacional e as mudanças climáticas afetam os animais. Eles lutam para se ajustar às secas cada vez mais frequentes e intensas, fortes ondas de calor, tempestades e o aumento do nível do mar. A organização de proteção ambiental WWF incluiu o elefante africano na lista das espécies e lugares atingidos pelas mudanças climáticas, juntamente com as tartarugas, tigres, golfinhos e as baleias.

A Seca na Califórnia (EUA)

As mudanças climáticas são claramente visíveis no estado norte americano da Califórnia, que é afetado por fortes períodos de seca. Os últimos três anos foram os mais quentes de todos os tempos. Quem quiser passear pelas plantações de amêndoas na Califórnia, as de café no Brasil ou os campos de arroz no Vietnã, é agora ou nunca.

Escalando as últimas geleiras

A lista do Patrimônio Mundial da Humanidade inclui numerosas belezas naturais, mas com um aquecimento global de 3°C, 136 dessas 700 maravilhas serão afetadas. Entre elas o Glacier National Park, nos EUA, onde os efeitos das mudanças climáticas estão sendo estudados. Das 150 geleiras existentes aqui no século 19, sobravam 24 em 2010. A previsão é que em 2030 o parque estará privado de todas elas.

Mudanças climáticas à domicílio

Se depois de todas essas imagens, você ainda não teve vontade de conhecer nenhum desses lugares, pode ficar onde está. As mudanças climáticas poderão vir bater à sua porta, sem que você sequer precise se levantar do sofá. A Climate Central acredita que mais de 150 milhões de pessoas moram em áreas que serão submersas ou estarão sujeitas a inundações constantes até 2100. Ou mesmo bem antes disso. 

Autoria: Caroline Schmitt (br)


{N.T.- “Haverá muitas mudanças dramáticas no clima do planeta, muitas mudanças nas condições meteorológicas  na medida em que o TEMPO DA GRANDE COLHEITA se aproxima RAPIDAMENTE ao longo dos próximos anos. Vocês vão ver a velocidade do vento em tempestades ultrapassando 300 milhas (480 quilômetros) por hora, às vezes. Deverão acontecer  fortes TSUNAMIS e devastação generalizada NAS REGIÕES COSTEIRAS, e uma emissão de energia solar que fará importante fusão e derretimento das calotas de gelo nos polos, e subseqüente aumento drástico no nível do mar, deixando muitas áreasmetropolitanas submersas em todo o planeta“. Excerto do post: http://thoth3126.com.br/illuminati-revelacoes-de-um-membro-no-topo-da-elite-explosivo/ }


Permitida a reprodução, desde que mantido no formato original e mencione as fontes !

www.thoth3126.com.br